Sobe ou desce
Conseguir uma fatia significativa do mercado de elevadores, que no Brasil movimenta um volume anual de R$ 3 bilhões. Essa é a missão da Hyundai Elevadores Wollk.Conseguir uma fatia significativa do mercado de elevadores, que no Brasil movimenta um volume anual de R$ 3 bilhões. Essa é a missão da Hyundai Elevadores Wollk, uma associação entre o grupo sul-coreano Hyundai e a marca pernambucana Wollk, que pertence ao Grupo Emel, do empresário Eduardo Mendonça.
Para chegar lá, o CEO da empresa, Roberto Maia, acredita na superioridade do produto que oferece. Roberto tem abordado o mercado praticando valores nivelados com a concorrência (formada por marcas tradicionais, como Otis, Schindler e Thyssenkrupp), porém oferecendo maior tecnologia embarcada. A associação prevê a tranferência de tecnologia com os equipamentos sendo trazidos da Coreia e montados na unidade industrial da Wollk, num processo semelhante ao que é praticado pela indústria automotiva.
A Hyundai Elevadores Wollk anunciou encomenda de elevadores para as construtoras OAS na Bahia, Tenda no Rio Grande do Norte e Patrimônio em São Paulo. Negocia atualmente com a nacional Cyrela, a Colméia do Ceará e a regional nordestina Moura Dubeux. A indústria coreana conta em seu país de origem com uma participação de mercado de 43,6%. O recall no Brasil de seu arrojado posicionamento na cena automotiva deve garantir a Maia o direito de ser ouvido pelos maiores do mercado, o que não é pouco.
A opção da marca asiática por fomentar seus negócios no Brasil através de representantes nordestinos é interessante. O médico paraibano Carlos Alberto Oliveira Andrade, presidente do Grupo CAOA, é distribuidor exclusivo dos automóveis da marca no Brasil desde 1999. Antes da associação com a empresa do Grupo Emel, do sergipano Eduardo Mendonça, a Hyundai anunciou uma parceria na importação de máquinas pesadas (como escavadeiras, carregadeiras e empilhadeiras) com o pernambucano Marcos Melo, líder do Grupo Veneza.
Um dado curioso: a chairwoman da Hyundai Group, Hyun Jeong-eun, é considerada pelo ranking elaborado pelo prestigiado Wall Street Journal a 36ª mulher mais influente do mundo e a única personalidade empresarial sul-coreana a ter um canal de diálogo regular e sólido com o governo da vizinha Coreia do Norte.
Por Drayton Nejaim | Fotos de Bosco Lacerda

